Modelos de método — procedência, conformidade e validação
O que os modelos curados contêm, de onde vêm, o que NÃO garantem e o dever do laboratório de verificar e validar antes do uso (ISO/IEC 17025 §7.2.1.5 e §7.2.2).
Os modelos de método do CalibraFácil são métodos de referência curados, fundamentados em guias publicados. Eles existem para dar contexto, não para serem adotados "no escuro": tudo o que sustenta o modelo é mostrado antes da adoção. Esta página explica a procedência, os limites e a responsabilidade do laboratório.
Procedência
Cada modelo expõe, de forma estruturada:
- Fontes — cada guia citado com título, edição, seção e link para o documento (lido na íntegra, não apenas citado).
- Modelo de medição — o mensurando e como a incerteza-padrão combinada é obtida (combinação por soma quadrática; fator de abrangência).
- Exemplo verificado — um ponto de exemplo com a proveniência explícita:
- tabela de guia citada — o resultado reproduz um valor publicado no próprio guia (e só então afirma "reproduz o guia");
- caracterização do motor — um valor recalculado pelo motor de cálculo, sem qualquer reivindicação de conformidade externa.
Itens [VERIFICAR] e componentes omitidos
- Itens [VERIFICAR] são decisões metrológicas que o seu laboratório precisa revisar e confirmar antes do uso (por exemplo: ler o fator de abrangência real do certificado do padrão; fornecer uma incerteza de entrada específica). Itens marcados como risco de plataforma são limitações de código sob revisão da plataforma — fora do controle do laboratório, e não algo que se "resolve" com uma caixa de seleção.
- Componentes omitidos são contribuições de incerteza que o modelo deliberadamente não inclui. Por isso, o orçamento de incerteza de um modelo não é declarado completo — o laboratório deve avaliá-los conforme aplicável.
O dever do laboratório: verificar e validar
Adotar um modelo não dispensa as obrigações da ISO/IEC 17025:2017:
- Verificação antes do uso (§7.2.1.5) — o laboratório deve verificar que consegue executar o método com o desempenho exigido antes de utilizá-lo.
- Validação (§7.2.2) — métodos não normalizados, desenvolvidos pelo laboratório ou modificados exigem validação.
Marcar os reconhecimentos na adoção não constitui essa verificação — é apenas o registro de que o laboratório está ciente das pendências e assume o dever de verificar e validar. Veja Validação e Separação de responsabilidades.
Trilha de auditoria na adoção
No momento da adoção, o sistema congela na trilha de auditoria do método:
- a procedência — a chave (
templateKey) e a versão do modelo; - a identidade de quem adotou e o instante da adoção;
- os reconhecimentos marcados (incluindo os itens [VERIFICAR] de ação aceitos);
- uma lista imutável das fontes (com edição) que fundamentaram o modelo naquele momento.
Assim, mesmo que o modelo evolua depois, fica registrado exatamente o que sustentou aquela adoção. Veja Snapshots e imutabilidade.
Não acreditado. Um modelo adotado entra como rascunho não acreditado e não implica nenhuma capacidade de medição e calibração (CMC). A acreditação é uma decisão do laboratório, fora do escopo do modelo. Veja ISO/IEC 17025.